Tabuas da lei

MATERIAIS UTILIZADOS NA ESCRITA DA BÍBLIA

MATERIAIS UTILIZADOS NA ESCRITA DA BÍBLIA

 

Inicialmente a palavra de Deus começou a ser escrita em padras preparadas para isto, Ex: (Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras; e levantando-se pela manhã de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe tinha ordenado; e levou as duas tábuas de pedra em suas mãos. Êxodo 34:4)

 

Às vezes preparavam a padra, e depois de polida pintava com cal, assim ficava mais fácil para escrever.

O Patriarca preparou as pedras de Lei, para ser escritas, e aconteceu um incidente lá quando Moises descia do monte, Moises quebrou as pedras da Lei, que foram escritas pelo próprio dedo de Deus, aí Moises teve que preparar outras pedras para Deus escrever novamente. (Então disse o SENHOR a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste. Êxodo 34:1)

Depois veio o Papiro.download

Papiro era um tipo de material usado para se escrever, feito de junco, que crescia em pântanos. O caule da planta tinha cerca de 6 centímetros de diâmetro. Era cortado em seções que mediam cerca de 30 centímetros de comprimento.

Cada seção era aberta em toda a sua extensão e a medula cortada em tiras finas, que teriam 6 centímetros de largura e 30 centímetros de comprimento. Essas tiras eram cortadas lado a lado. Uma segunda camada de tiras, com fibras em ângulos retos à camada inferior, era colocada em cima. As duas camadas eram apertadas até que formassem um só tecido. Várias partes do material eram juntadas e enroladas em tamanho conveniente, formando-se os rolos. Os escritores escreviam o texto em colunas.

 

A fabricação de papiro era um negócio florescente no Egito, pois crescia abundantemente às margens do delta do Nilo (Jó. 8.11).

 

PergaminhoO Pergaminho

O pergaminho, por sua vez, tem uma história interessante que está relacionada com a competência dos reis em possuírem a melhor biblioteca da época. Um deles, Ptolomeu Epífanes (205-182 aC) decretou um embargo sobre as exportações do papiro produzidos no Egito, o qual obrigou o rei de Pérgamo a buscar uma fórmula alternativa de materiais capazes de receber a escrita. Foi assim que se desenvolveu a industria do pergaminho (daí o seu nome), o qual era fabricado com peles de gado, antílopes, cabras e ovelhas, especialmente animais recém-nascidos.

 

As peles eram mergulhadas em solução de cal para remover os pelos, depois limpavam-nas com faca, lavavam e punham para secar e depois poliam. Quando Ptolomeu Epífanes proibiu a exportação de papiro, Heumenes II, rei de Pérgamo, adotou o pergaminho para os livros de sua biblioteca.

 

A cidade de Pérgamo ficava situada na Mísia, região da Ásia. Em Pérgamo tinha uma igreja que foi mencionada no livro de Apocalipse.

 

Com a invenção da imprensa por volta de 1450, o papel passou a ser utilizado na escrita da Bíblia. Fundamentalmente, fabricar papel consiste em desfibrar fibras e transformá-las em polpa, meter a polpa dentro d’água – lavagem – e tirá-la diversas vezes, até as operações finais de escorrer, espremer e secar.

 

Acima e atrás da máquina de papel, a polpa é branqueada com todos os seus adicionamentos, sendo batida em depuradores cônicos rotativos, que giram a grande velocidade. Escore para a mesa de fabricação e desta, por uma calha de madeira para uma tela sem fim, de fios de cobre. A tela se imprimem vibrações regulares, para homogeneizar a fina camada de polpa, que lembra sopa de leite. Bombas aspiradoras sugam a água que escorre da tela.

 

As tiras continuam sendo sugadas, até o papel ficar suficientemente seco para passar pelos calandradores, os seja, cilindros de metal arrefecidos, que tornam a superfície lisa. Passa daí para as bobinas e, quando estas estão cheias, os operários encarregados desse serviço limitam a cortar o papel: 20 centímetros de uma cutilada.

 

Mas os cilindros não param enquanto se mudam as bobinas: o papel continua a sair e a amontoar-se no chão, como lençóis tirados de uma cama. Colocada a nova bobina em seu lugar, cortam o papel e introduzem a ponta naquela. Um operário leva o que se amontoou no chão: Tiras, papel que saiu mal, úmido ou seco, voltam para os desfibradores e o ciclo recomeça.

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